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A Câmara dos Deputados queixou-se ao Ministério Público de uma intrusão ocorrida no site do Parlamento, na semana passada. A instituição deu conta, na altura, que tinha sido alvo de um ataque informático, com a intrusão numa das suas bases de dados.

A Câmara reconhece que há um problema interno e que está em curso uma investigação independente, para averiguar como é que isso pôde acontecer e porque é que a falha de segurança não foi detetada nos controlos regulares.

O Parlamento desmente a notícia, de que os documentos internos não estavam devidamente salvaguardados no seu site, e acrescenta que ninguém do exterior poderia aceder a esses documentos internos, através de uma busca normal.

A instituição sublinha ainda que os intrusos tentaram aceder aos documentos, durante vários dias, e só o conseguiram, mediante várias manipulações.

Daí a Câmara dos Deputados sublinhar, em comunicado, que houve manifesta intenção de aceder a documentos que não são públicos, o que deve ser punido, tal como o uso ilegal desses documentos.

A Rádio estatal 100.7 foi quem chamou a atenção para esta falha de segurança, tendo descarregado os documentos internos da Câmara dos Deputados.

O chefe de redação desta emissora, Jean-Claude Franck, esclareceu numa entrevista, que não houve intrusão nem manipulação no site da Câmara. O jornalista acrescentou que não se trata de pirataria, uma vez que o acesso aos documentos internos foi feito graças a um simples programa informático de descarregamento legal.

Para o chefe de redação, a Câmara dos Deputados está a tentar desviar as atenções do problema real, tentando intimidar a radio 100.7

Redação Latina

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