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A Associação de Apoio aos Trabalhadores Imigrantes (ASTI) saúda o facto de nenhum movimento político anti-estrangeiros ter obtido mandato para liderar governos locais nas eleições de domingo. Isto, numa altura, em que os partidos de extrema-direita aumentaram a sua representatividade nas eleições gerais realizadas este ano nos países vizinhos, como a Alemanha e a França.

Sem nunca avançar nomes, subentende-se que a ASTI faz referência ao recém-criado movimento político “Déi Konservativ” (Os Conservadores, em português), fundado por Joe Thein, expulso este ano do Partido Democrático Reformador (ADR) por ter posições extremistas e contra os estrangeiros. Thein apresentou uma lista na comuna de Pétange e não conseguiu arrecadar nenhum mandato.

Numa leitura ao resultado das eleições, o porta-voz da ASTI, Sérgio Ferreira, saúda a rejeição dos eleitores às políticas anti-imigrantes.

Aos novos conselhos comunais, eleitos para os próximos seis anos, o porta-voz da ASTI alerta para o que considera ser uma necessidade: “criar planos de integração e projetos que favoreçam a aprendizagem das línguas do país”.

No rescaldo destas eleições comunais, Sérgio Ferreira lembra que o défice democrático continua a ser demasiado importante no Luxemburgo, país onde quase metade da população é estrangeira. O porta-voz da ASTI apela, por exemplo, a uma simplificação do recenseamento eleitoral.

É preciso arregaçar as mangas e começar já a trabalhar em soluções para reduzir o défice democrático no Luxemburgo. Recomendação de Sérgio Ferreira, porta-voz da ASTI.

Redação Latina

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