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Déi Gréng (com 40%), LSAP (28%) e Déi Lénk (25%) foram os partidos que elegeram mais mulheres nas eleições comunais do passado domingo. Os números foram apurados pelo Observatório da Participação das Mulheres nas Eleições.

Os partidos que elegeram mais mulheres também são também os que tinham maior representatividade feminina nas listas de candidatos, algo que para Anik Raskin, diretora do Conselho Nacional das Mulheres do Luxemburgo (CNFL), não é apenas uma coincidência.

Anik Raskin enaltece o progresso, em matéria de paridade de género nestas eleições, em comparação com as anteriores, já que a percentagem de candidatas subiu para 36% (+3,6%). Mesmo assim, diz que o número ainda é “insuficiente”.

A diretora do CNFL lamenta que o Luxemburgo continue a ser mau aluno nesta matéria, na comparação europeia, lembrando que o grão-ducado foi pioneiro na atribuição do direito de voto às mulheres, em 1919. Pelo andar da carruagem, e segundo as contas do Conselho da Europa, serão precisos dois séculos até haver paridade de género na política.

A partir das próximas legislativas, as listas eleitorais dos partidos terão de ter 40% de mulheres. Anik Raskin considera que os partidos também deveriam respeitar estas quotas nas eleições comunais, até porque, segundo diz, é na política local que tudo começa.

 

Redação Latina

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