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O conflito social na construção civil poderá agravar-se se o patronato não ceder às exigências das centrais sindicais. O aviso é de Jean-Luc de Matteis, do departamento de construção civil da OGBL, a poucos dias de mais uma ronda de negociações entre sindicatos e patrões, marcada para o fim do mês.

Em causa estão as negociações para a renovação do contrato coletivo de trabalho. Os sindicatos exigem uma subida geral dos salários de 4,5%, ao passo que o patronato propõe apenas um aumento de 0,7% nos ordenados mínimos.

Segundo Jean-Luc de Matteis, os salários são mesmo a única coisa que não aumenta. De resto, aumentam as horas extraordinárias, aumenta o stress e aumenta o volume de negócios. A situação está a revoltar os trabalhadores e o aviso do sindicato é claro: se não houver cedências por parte dos empresários, as ações sindicais vão intensificar-se.

Questionado sobre os próximos passos do sindicato, se não houver consenso, Jean-Luc de Matteis adianta que “tudo é possível”.

De acordo com os sindicatos, a proposta do patronato, que passa por um aumento de 0,7% nos salários mínimos, só abrangeria 30% dos cerca de 18.000 trabalhadores do setor da construção civil.

Redação Latina

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