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As declarações do ministro da Educação, Claude Meisch, esta segunda-feira à Rádio Latina, sobre o futuro do ensino de português no Luxemburgo – acordo alcançado entre Portugal e Luxemburgo na sexta-feira passada –, merecem duras críticas por parte da Confederação da Comunidade Portuguesa no Luxemburgo (CCPL).

O relações públicas da CCPL, José Coimbra de Matos, disse esta tarde, à Rádio Latina, que o ministro luxemburguês transmitiu uma mensagem “deturpada” do acordo. O dirigente associativo questiona se se trata de um “problema de comunicação”.

Segundo o ministro Meisch, Portugal e Luxemburgo concordaram em realizar inspeções regulares ao trabalho efetuado pelos docentes portugueses. Inspeções, que serão da responsabilidade do Governo português. Ainda de acordo com o governante, a concertação entre os professores portugueses e luxemburgueses será “obrigatória”.

José Coimbra de Matos considera que estas declarações “denigrem a imagem dos professores portugueses”.

O responsável associativo lamenta que as reivindicações dos encarregados de educação não tenham sido tidas em conta.

O relações públicas da CCPL acusa o ministro da Educação do Luxemburgo de não assumir as suas responsabilidades, escondendo-se por detrás da autonomia das autarquias.

A Rádio Latina contactou o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, cujo gabinete remeteu para a presidente do Instituto Camões (IC), Ana Paula Laborinho, explicações sobre o acordo que deve ser assinado, em breve, entre os dois países. Até à data, não foi possível obter declarações da responsável do IC.

Redação Latina

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