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A Obra Santo Willibrord teme que a Procissão Dançante de 2019 seja pouco participada por crianças e jovens. Em causa, o facto de o Ministério da Educação não ter permitido o fecho das escolas do país, atribuindo ‘tolerância de ponto’ apenas aos alunos de Echternach, cidade onde a procissão se realiza todas as terças-feiras de Pentecostes.

Para os restantes alunos do país, o ministério autoriza os professores a dispensarem os alunos para o evento anual, desde que os encarregados de educação façam o pedido por escrito, tal como acontece atualmente com a peregrinação da Oitava.

Uma decisão com a qual a Obra Santo Willibrord, organizador do evento, não se conforma. Esta entidade considera que o Governo está a “violar a convenção da UNESCO que estipula que o Estado tome todas as medidas necessárias para salvaguardar este património”. Isto porque a Procissão Dançante é património cultural imaterial da UNESCO desde 2010.

O burgomestre de Echternach, Yves Wengler (CSV), e o presidente da Obra Santo Willibrord, Marc Diedirich, pediram a intervenção do primeiro-ministro e ministro da Cultura, Xavier Bettel, mas nada feito. O líder do Executivo ‘refugiou-se’ na decisão do seu ministro da Educação.

Em comunicado, a Obra Santo Willibrord pede que todas as escolas do país fechem na terça-feira de Pentecostes, independentemente do calendário escolar.

Em 2019, a terça-feira de Pentecostes calha a 11 de junho, muito depois das férias escolares de Pentecostes, que se vão realizar de 25 de maio a 2 de junho.

Redação Latina

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