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Foi em agosto deste ano que o salário social mínimo (SSM) ultrapassou a barreira dos 2.000 euros, graças à adaptação dos ordenados e pensões à inflação (‘index’). O Luxemburgo tem o salário mínimo mais alto da União Europeia. Isto é que o que ‘dizem’ as estatísticas. As mesmas que revelam que um agregado familiar de quatro pessoas precisa de 4.079 euros para ter uma vida decente no grão-ducado e que esse valor é de 2.004 euros no caso de um solteiro a viver sozinho.

Estatísticas que levam os partidos com assento parlamentar, à exceção do DP, a propor um aumento do montante do SSM. Mas, em que moldes? A Rádio Latina fez essa pergunta aos cabeças de lista.

O candidato do CSV a primeiro-ministro defende a isenção de impostos, mexidas nos patamares das tabelas fiscais e o crédito de imposto. Claude Wiseler propõe assim um aumento do montante líquido do SSM sem prejuízos para as empresas.

Cem euros líquidos de subida é a proposta do ministro do Trabalho e cabeça de lista do LSAP no círculo eleitoral este. Nicolas Schmit vai mais longe ao afirmar que também é “necessário aumentar os ordenados baixos e médios”.

O DP, partido do primeiro-ministro é o único a não defender um aumento do SSM. Xavier Bettel diz, contudo, não se opor caso haja consenso entre os parceiros socais, entenda-se: se os patrões estiverem de acordo. Bettel considera que o aumento do SSM é uma medida que “economicamente pode fazer muito mal”.

O ministro da Justiça e cabeça de lista do Déi Gréng (Os Verdes) defende que o montante do SSM é insuficiente para viver com “dignidade” no Luxemburgo, muito devido aos preços do imobiliário. Daí, Félix Braz considerar que o aumento do SSM deve ser suportado pelo Estado.

O deputado e cabaça de lista do ADR no círculo eleitoral do centro, Roy Reding, concorda com o crédito de imposto para aumentar o valor do SSM.

O deputado e cabeça de lista do Déi Lénk (A Esquerda) no círculo eleitoral do centro defende um aumento progressivo do SSM com base em 60% do salário social mediano. David Wagner propõe, assim, um modelo que permitiria chegar aos 2.380 euros brutos em 2021.

Resumindo: apenas o Partido Democrático (DP) não considera ser da responsabilidade do Estado aumentar o SSM.

O salário mínimo é atualmente de 2 048,54 euros brutos mensais. Para os trabalhadores qualificados o valor bruto é de 2 458,25 euros. São valores para os trabalhadores com mais de 18 anos de idade, a trabalhar a tempo inteiro (40 horas por semana).

Redação Latina

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