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Trabalham, recebem um salário, mas mesmo assim são considerados pobres. A taxa dos chamados ‘trabalhadores pobres’, um indicador medido pelo Eurostat, está a crescer na União Europeia (UE) e o Luxemburgo aparece no topo da tabela.

Segundo os dados do gabinete europeu da estatística, referentes a 2016, a taxa de pessoas empregadas em risco de pobreza, após prestações sociais, ronda os 12% no grão-ducado, mais de dois pontos percentuais acima da média europeia.

Os gráficos mostram que o país tem a quarta taxa mais elevada da UE, aparecendo apenas depois de Roménia (18,9%), Grécia (14,1%) e Espanha (13,1%). No outro extremo da lista estão República Checa (3,8%), Bélgica (4,7%) e Irlanda (4,8%).

Os especialistas do Eurostat explicam que a taxa de trabalhadores em risco de pobreza é influenciada sobretudo pelo tipo de contrato, sendo que o risco de pobreza monetária é geralmente duas vezes mais elevado entre os trabalhadores a tempo parcial. Quem também sofre são aqueles com empregos temporários.

Regra geral, o risco de pobreza dos trabalhadores é também mais acentuado entre os homens do que entre as mulheres. Aqui, o Luxemburgo é uma das exceções, já que em 2016 essa proporção era mais elevada entre elas (12,7%) do que entre eles (11,5%).

Redação Latina

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