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O ministro da Economia voltou a insistir que a terceira revolução industrial vai ter repercussões no modelo atual de trabalho, alertando que o desenvolvimento da digitalização e da inteligência artificial poderá resultar na perda de postos de trabalho.

A pedido do Partido Cristão Social (CSV), o ministro da Economia, Étienne Schneider, e o do Trabalho, Nicolas Schmit, foram ouvidos ontem em sede de comissão parlamentar, a propósito da redução, ou não, da duração semanal do trabalho.

O tema veio recentemente à baila depois de Étienne Schneider ter afirmado que a eventual redução das horas de trabalho merece uma reflexão. Entretanto, o primeiro-ministro já fez saber que uma alteração nesse sentido não está nos planos do Governo.

Ora, ontem, perante os deputados, o ministro da Economia e vice-primeiro-ministro sublinhou as vantagens inerentes à evolução tecnológica, mas advertiu para a necessidade de o Luxemburgo refletir sobre novos modelos de trabalho benéficos tanto para o patronato, como para os trabalhadores.

Os ministros do Trabalho e da Economia defendem, por isso, uma flexibilização da organização do tempo de trabalho semanal, mensal e anual. Uma das ideias em cima da mesa prende-se com o regime do teletrabalho.

A questão da organização do tempo de trabalho vai continuar a ser discutida no seio das comissões parlamentares. Para o Outono, está previsto um “grande debate” sobre a matéria.

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