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Cerca de 49% dos residentes do Luxemburgo consideram que a política de habitação está no mau caminho. A conclusão está num relatório do banco holandês ING, realizado entre dias 2 e 22 de junho deste ano, em 15 países da União Europeia (UE), Turquia, Estados Unidos e Austrália.

Entre os países tidos em conta, o grão-ducado aparece como o quarto – a par do Reino Unido – onde mais residentes discordam da política de habitação. Espanha (58%), Turquia (52%) e Alemanha (50%) lideram a lista.

Quanto aos preços, a percentagem de sondados que considera o custo da habitação acessível está muito próxima de zero no Luxemburgo. Cerca de 92% descreve os preços como “caros”. A taxa é a mais elevada entre os países analisados, sendo também superior à média dos Estados-membros da UE (61%).

Olhando para antevisões quanto aos próximos 12 meses, a maioria dos sondados prevê uma subida dos preços. No grão-ducado, 86% dos inquiridos partilha dessa opinião, o que equivale a uma subida de 8% face à última edição do relatório do ING. O Luxemburgo (56%) e a Turquia (59%) são também os países com as maiores taxas de residentes que acreditam que “os preços da habitação nunca vão diminuir”. Apesar disso, essa percentagem recuou 13% face a 2016.

O relatório do banco holandês mostra também que 27% das pessoas inquiridas no grão-ducado têm dificuldades em pagar a renda da casa ou apartamento.

Para a realização do ING International Survey Homes and Mortgages 2017, foram entrevistados 500 residentes no Luxemburgo. Nos restantes países, o número de pessoas inquiridas rondou as mil.

Redação Latina

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