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Polémica e reviravolta na comuna de Schuttrange. Após as eleições de domingo, os eleitos da Iniciativa Cidadã (Schëtter Bierger, na definição original em luxemburguês), do CSV, LSAP e do Déi Gréng tinham anunciado uma coligação quadripartidária, deixando de fora o DP, o partido mais votado. A coligação caiu por terra com a desistência da secção local do CSV que, esta quarta-feira, em comunicado, defende que uma aliança a quatro não é o melhor para a comuna. Uma mudança de rumo dos cristãos-sociais a que acresce uma polémica. É que o ministro do Interior, Dan Kersch, comentou, no seu perfil pessoal na rede social Facebook, a anunciada coligação a quatro em Schuttrange. Um comentário criticado pelo Partido Cristão Social (CSV).

A extraordinária compreensão da democracia do ministro do Interior, Dan Kersch”. Este é o título do comunicado do secretariado-geral do CSV que chegou à redação. De forma irónica, os cristãos-sociais dizem até compreender o “nervosismo” do ministro socialista, uma vez que o “LSAP perdeu de forma significativa” o escrutínio de domingo, “sobretudo no sul do país”.

Na nota, o CSV classifica como “inadmissível” a interferência do ministro do Interior nas conversações de formação de coligações a nível local, condenando este ato político que, sempre segundo o CSV, coloca em causa a liberdade de negociação dos partidos.

O comentário tão contestado pelo Partido Cristão Social foi feito por Dan Kersch, numa publicação no seu perfil pessoal no Facebook, onde, numa primeira reação ao anúncio de coligação a quatro partidos na comuna de Schuttrange escreveu: “Estou cada vez mais convencido que é necessário pôr fim a estas manobras através de uma lei. Na qualidade de ministro do Interior vou convocar reuniões com todos os partidos com assento parlamentar com o objetivo de chegar a um largo consenso político que trave esta tendência”.

Entretanto, o acordo de coligação a quatro na comuna de Schuttrange, que relegava o DP para a oposição quando este tinha sido o partido mais votado, foi desfeito pela secção local do CSV que defende, agora, que um executivo camarário quadripartido “não é o melhor para a comuna”.

Redação Latina (Foto: wikipedia)

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