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Nas vésperas da assinatura de um acordo entre o Luxemburgo e Portugal, para a formação profissional em português para os desempregados portugueses no grão-ducado, a OGBL lamenta a demora e dirige algumas críticas aos Governos dos dois países.

Segundo informação avançada à Rádio Latina na semana passada, pela Embaixada de Portugal no Luxemburgo, o acordo será assinado esta semana, na quarta-feira, no grão-ducado, embora não sejam conhecidos mais detalhes sobre o assunto.

A decisão de avançar com um acordo nesta área foi alcançado em janeiro, ficando a ratificação agendada para março ou abril. Ora, o maior sindicato do país não perdoa a demora. Numa carta aberta, endereçada ao ministro do Trabalho do Luxemburgo, Nicolas Schmit, e ao secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Luís Carneiro, o secretário central do Departamento dos Imigrantes da OGBL e o membro da Comissão Executiva do sindicato criticam a demora e falam num “parto difícil”.

Eduardo Dias e Carlos Pereira recordam que “há mais de dez anos que a OGBL reivindica e tenta convencer os governos, português e luxemburguês, da necessidade de aumentar e de adaptar a formação profissional ao grande número de desempregados residentes no Luxemburgo”, sublinhando que o número de portugueses inscritos na ADEM representa mais de 35% do total.

Os sindicalistas criticam ainda o facto de os parceiros sociais, nomeadamente a OGBL, não ter sido incluída “na elaboração do acordo, na definição do seu conteúdo, dos seus objetivos e dos seus destinatários”. Eduardo Dias e Carlos Pereira apelam ao diálogo social, mostrando-se “prontos e disponíveis”.

Redação Latina

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