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O partido do Presidente francês, Emmanuel Macron, terá obtido hoje a maioria absoluta, entre 355 e 425 assentos, num total de 577, segundo as sondagens à boca da urna.

A abstenção atinge mais de 56%, um recorde para uma segunda volta das legislativas.

O partido de direita Os Republicanos terá obtido 97 a 130 lugares e o Partido Socialista entre 27 e 49, enquanto a extrema direita garantiu a eleição de quatro a oito deputados e a esquerda radical (França Insubmissa e Partido Comunista) um total de 10 a 30 assentos.

Marine Le Pen eleita deputada pela primeira vez em França

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, foi hoje eleita deputada, pela primeira vez, na segunda volta das legislativas em França, marcadas por uma vitória esmagadora do movimento do Presidente, Emmanuel Macron.

A Frente Nacional, de Le Pen, deverá contar com seis deputados na nova Assembleia francesa, de acordo com as primeiras projeções, incluindo Louis Aliot, vice-presidente do partido de extrema-direita e companheiro de Marine Le Pen, que é, até agora, deputado ao Parlamento Europeu.

Marine Le Pen foi eleita pelo seu círculo, Hénin-Beaumont (norte de França).

Líder do Partido Socialista francês demite-se após derrota histórica nas eleições

O líder do Partido Socialista francês, Jean-Christophe Cambadélis, anunciou hoje a sua demissão, minutos depois de as primeiras projeções mostrarem uma derrota histórica do seu partido na segunda volta das eleições legislativas.

“Há que construir uma nova oferta política das esquerdas para contrariar o neoliberalismo e o nacionalismo”, disse Cambadélis, que referiu que uma direção coletiva ficará agora responsável pelo partido.

De acordo com as projeções difundidas ao início da noite pela imprensa francesa, o Partido Socialista (PS), que até agora detinha a maioria na Assembleia Nacional (com um total de 577 lugares), conseguirá eleger entre 27 e 49 deputados, juntamente com os seus aliados ecologistas.

“A esquerda tem de mudar, quer a forma quer o fundo, quer as suas ideias quer as suas organizações. Ela deve abrir um novo ciclo”, declarou o líder socialista, para quem é necessário “repensar as raízes do progressismo, que são o estado de bem-estar e a extensão constante dos direitos”.

“Tomo esta decisão sem amargura ou raiva, consciente do meu dever e do momento crucial que a esquerda atravessa “, disse.

Cambadélis assinalou que o “triunfo incontestável” do partido do Presidente, Emmanuel Macron (A República Em Marcha!), e a “derrota inquestionável” da esquerda e “sem contestação” do PS francês devem abrir uma reflexão.

“Os franceses optaram por dar uma oportunidade ao Presidente e não deixaram opções aos seus adversários. Tem todo o poder. Mas o seu triunfo esconde um lado artificial (…) porque a sua imponente maioria não reflete a realidade social do país”, afirmou.

Cambadélis pediu a Macron que “escute o país” e que não se afaste do “diálogo social”.

Redação Latina/Lusa

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