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A polícia luxemburguesa vai ter mais agentes no terreno. Pelo menos é esse um dos grandes objetivos da reforma aprovada ontem no Parlamento. O projeto de lei que vai alterar a organização da Polícia Grã-Ducal foi aprovado com os 32 votos favoráveis da maioria governamental. CSV e ADR votaram contra, enquanto o déi Lénk se absteve.

Um dos principais objetivos passa por libertar os agentes do trabalho administrativo, para que possam estar mais presentes no terreno e mais próximos dos cidadãos.

Outra novidade diz respeito à organização territorial, com o número de regiões a passar das atuais seis para quatro. Com a nova lei, desaparecem também os chamados centros de intervenção, passando a haver apenas esquadras, mais próximas do cidadão. Além disso, algumas das 51 esquadras que existem atualmente serão alvo de fusões, dando assim lugar a estruturas maiores e com mais meios de ação.

Do ponto de vista dos recursos humanos, destaque para a adaptação das carreiras no seio da polícia ao novo estatuto dos funcionários do Estado e para a aposta na formação contínua dos agentes.

Outro dos pontos-chave da reforma diz respeito à criação de um novo serviço judiciário que terá como missão a luta contra a criminalidade.

O vice-primeiro-ministro e ministro da Segurança Interna, Étienne Schneider, congratulou-se entretanto com a aprovação do projeto, garantindo que as esquadras da polícia vão passar a dispor de mais meios e recursos, de forma a reforçar a presença policial no terreno.

O ministro assegurou também que o serviço aos cidadãos vai melhorar, sobretudo devido aos novos horários de funcionamento das esquadras. Segundo Schneider, 13 esquadras passarão a trabalhar 24 horas por dia, ao passo que outras estarão abertas de segunda a sexta-feira, das 07:00 às 21:00, estando ainda prevista a possibilidade de fazer marcações.

Redação Latina

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