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Cerca de metade dos reclusos do Centro Penitenciário de Schrassig estão em prisão preventiva. É um dado revelado na Câmara dos Deputados, no âmbito dos debates entre o ministro da Justiça, Félix Braz, e a comissão jurídica sobre a reforma do sistema prisional.

A reforma determina, por isso, a construção de um novo centro penitenciário, a chamada prisão de Uerschterhaff, em Sanem, destinado aos reclusos que aguardam julgamento. O objetivo é reduzir a população prisional de Schrassig e aliviar a tensão que ali se vive, que se deve, segundo o ministro, à falta de espaço.

Em causa estão as recentes greves, ameaças e agressões contra os guardas prisionais. Reunidos com os membros da comissão jurídica, os representantes dos guardas prisionais deram conta da existência de uma “situação explosiva”, acrescentando que tem havido uma mudança no comportamento dos reclusos, que estão, dizem os responsáveis, “prontos a recorrer à violência”.

Ora, para o ministro lusodescendente Félix Braz, grande parte dos problemas resultam de limitações da estrutura e de falta de pessoal, situação que deverá estar resolvida quando a nova prisão de Sanem estiver operacional e as obras na de Schrassig estiverem concluídas.

Félix Braz esteve no Parlamento para discutir a reforma do sistema prisional. O futuro Centro Penitenciário Uerschterhaff – que virá complementar os de Schrassig e de Givenich – é um dos principais pontos desta reforma.

Redação Latina

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