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O F91 Dudelange bateu o Fola na final da Taça do Luxemburgo por 4-1 e terminou a época com a tão desejada ‘dobradinha’. Com uma segunda parte bem conseguida, o campeão em título banalizou o Fola que nunca teve argumentos para contrariar o melhor futebol do campeão.

Foi sob um sol abrasador e pouca assistência que a final da taça do Luxemburgo se disputou este sábado. A primeira parte teve pouco interesse, já que nenhuma das equipas produziu algo digno de registo excetuando a jogada do primeiro golo do Dudelange e pontualmente uma ou outra ação.

O Fola, disposto em 1-4-3-3, encaixava no Dudelange que no seu típico 1-4-4-2 tentava explorar a velocidade dos pontas-de-lança Turpel e Daniel da Mota, mas sem grande êxito.

Do lado do Fola, Klapp, na direita, era um dos melhores e causava alguns calafrios ao último reduto dos campeões, mas, na verdade, não se assistiu a nenhuma verdadeira situação de perigo em ambas as balizas até à incursão de Bensi, aos 28 minutos, que depois de passar pela defesa contrária, atirou fraco e ao lado.

O calor fazia-se sentir e os jogadores tiveram que fazer uma curta pausa a meio do primeiro tempo para beber água. Reatado o encontro, pouco ou nada de interessante se passou até que à passagem da meia hora, no primeiro lance de verdadeiro perigo, Cabral, guardião do Fola, negou o golo a Turpel com uma excelente defesa.

O jogo ganhou alguma emoção, o Dudelange chamou a si o controlo do jogo e foi sem grande surpresa que chegou ao golo por intermédio de Jordanov, aos 39 minutos. O búlgaro aproveitou da melhor forma uma jogada de insistência pelo lado direito e abriu o ativo com um remate seco, resultado que não sofreu alteração nos primeiros 45 minutos.

Na etapa complementar, muitos se surpreenderam com a substituição de Klapp (um dos melhores do Fola) por Gerson Rodrigues, mas foi o jogador de origem cabo-verdiana que com um forte remate igualou o marcador aos 51 minutos e o jogo ganhou em emoção, já que na resposta Dominik Stolz poderia ter colocado o Dudelange de novo em vantagem.

O Fola mostrou-se mais afoito e, com mais posse de bola, acercou-se com maior perigo da baliza do Dudelange que começou a recuar no terreno, mas sempre que contra-atacava fazia-o com perigo e acabou por voltar à vantagem no marcador com um excelente golo de Stolz, aos 72 minutos, que com um excelente pormenor técnico deixou um defesa do Fola ‘pregado’ ao chão e à meia volta atirou a contar.

O Fola poderia ter igualado num livre de Bensi que passou muito perto, mas como quem não marca acaba por sofrer, na resposta, David Turpel , lançado em profundidade, elevou para 3-1 aos 82 minutos com um remate colocado sem hipóteses para Cabral. E foi Sanel Ibrahimovic que esteve no ponto alto desta final ao marcar o quarto golo do Dudelange com um remate espetacular do meio do campo, colocando um ponto final na partida cujo vencedor não se discute.

Ficha do jogo

Final da Taça do Luxemburgo em Futebol

Estádio Josy Barthel – relvado em excelente estado, 1989 espectadores.

Arbitragem de Marco Tropeano, assistido por Claude Ries, Ivo Torres e António Sgura como 4° árbitro

Resultado: 4-1 (1-0 ao intervalo)

Golos: Joudanov 39′, Gerson 51′, Stolz 72′, David Turpel 82′ e Ibrahimovic 88′.

Equipas:

F91 Dudelange – Joubert (cap), Clayton (Malget 59′), Schnell, Prempeh, Melisse, Pokar (Stélvio Cruz 80′), Dikaba, Stolz, Jornadov (Ibrahimovic 71′), Daniel da Mota e Turpel.

Suplentes não utilizados: Frising, Laurienté.

Treinador: Dino Toppmoeller

Disciplina: Cartão amarelo a Daniel da Mota e a Ibrahimovic

Cantos – 0+2

Fola – Cabral, Klein, Mahmutovic, Bernard (Stefan Rocha 80′), Kirch, Muharemovic, Souto (Camerling 79′), Klapp (Gerson 45′), Dallevedove, Françoise e Bensi.

Suplentes não utilizados: Hym, Sacras.

Treinador: Jeff Strasser

Disciplina: Cartão amarelo a Muharemovic (41′),

Cantos – 2+2

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